Muito além da Ucrânia: crise atual sinaliza fim de ciclo tecnológico

Para o professor Paulo Vicente, da Fundação Dom Cabral, a crise atual da Ucrânia faz parte de um processo de fim de ciclo tecnológico, que gera crises e, inclusive, conflitos armados.

A globalização continuará e vai haver uma nova revolução tecnológica. Estamos vivendo uma década de transição, no final de um quinto ciclo tecnológico, ambiente que sempre gera uma série de conflitos, o que força o capitalismo a se reinventar, nesse momento, a partir da tecnologia. 

Há três grandes eixos que moldam o mundo atual: o da robotização e Inteligência Artificial; o de novas fontes de energia e novos materiais; e o da melhoria humana.

 Ucrânia: O que está acontecendo naquela região, mais recentemente a partir de 2014, que é a fase recente de uma crise que começou na Primeira Guerra, passou pela Revolução Russa de 1917 e avançou pela Segunda Guerra. A Rússia perdeu força nesse processo, inclusive econômica, e começou a se recuperar em 2000, quando iniciou a exportação de petróleo e gás para a Europa. Ou seja, sua maior ameaça – em função da OTAN – também é seu maior cliente.

Tomar Kiev é uma tarefa complexa, com o deslocamento de blindados num terreno enlameado. Kiev é uma cidade de 3 milhões de habitantes, similar a Belo Horizonte ou Lisboa.

Os dois lados sabem que essa guerra vai se estender por semanas ou meses. E isso mesmo com a Rússia tendo levado 80% da sua força militar para a Ucrânia. Não há precedente histórico de uma tomada de território tão rápida, ainda mais em um país grande, como a Ucrânia, cujo território se assemelha ao da França, por exemplo.

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