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Programas gratuitos de capacitação podem romper histórico de desigualdade

Avaliação é do presidente executivo da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista

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por Redação agosto 1, 2022

As empresas que apoiam programas de capacitação de empreendedores podem romper um ciclo histórico de desigualdades. Essa é a avaliação de Antônio Batista, presidente executivo da Fundação Dom Cabral e comentarista da CNN. De acordo com ele, são corporações alinhadas com a Agenda 2030 e focadas nos chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, que miram na promoção da equidade de oportunidades. Batista lembra ainda que inúmeros estudos comprovam que quanto maior o tempo de estudo e melhor a educação, maior será a tendência de aumento de renda de um cidadão.

“Uma empresa que apoia empreendedores está fazendo uma ação de responsabilidade social, contribuindo para as comunidades do seu entorno”, argumenta Batista. Segundo ele, outro motivo das empresas estarem agindo nesse sentido é qualificar os seus ecossistema de negócios. “Esses profissionais podem se tornar fornecedores delas e assim a empresa pode ter mais diversidade na sua cadeia de valor”, complementa.

A iniciativa de criar programas gratuitos de capacitação tem endereço certo: dados recentes do IBGE sobre a queda na taxa de desemprego mostram também uma queda do valor dos salários. Além disso, há mais de 4 milhões de pessoas que desistiram de procurar trabalho e outros 31 milhões de brasileiros que poderiam estar trabalhando em empregos melhores por causa da sua qualificação (ou por mais horas, pois têm disponibilidade), mas não estão.

Batista destaca que os programas têm sido oferecidos sobretudo para profissionais informais, que ainda não têm CNPJ. No todo, estamos falando de um universo de quase 40 milhões de trabalhadores nessa classificação. Os cursos também costumam atender microempreendedores individuais (MEIs), que estão crescendo no país, o que também mostraria uma tendência de aumento na formalização.

Foco no empreendedorismo 

Em termos de tipos de programas, o foco do que tem sido a aposta das empresas brasileiras atualmente está no empreendedorismo. São conteúdos sobre gestão de negócios, finanças, controle de custos, fluxo de caixa, gestão de pessoas, gestão de clientes, além de conteúdos motivacionais e aulas sobre como fazer parcerias. 

Outra vertente está nos cursos sobre como fazer parte da cadeia de fornecedores de uma grande empresa e aqueles que orientam como participar do ecossistema de um determinado segmento da economia como, por exemplo, varejo ou serviços. Uma frente importante inclui ainda os cursos sobre como conseguir capital para investir.

“Os programas corporativos de educação social costumam transmitir conhecimentos para que os empreendedores mantenham seus negócios evoluindo e desenvolvam novas competências para a solução de problemas”, destaca Batista.