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Por que o S, de ESG, é importante 

Em artigo Nádia Rampi, do Centro Social Cardeal Dom Serafim, da Fundação Dom Cabral, mostra a importância das ações sociais no contexto do ESG

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por Redação julho 19, 2022
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    Impacto positivo e legados sustentáveis

A preocupação de empresas e instituições públicas e privadas no mundo em relação a questões ambientais, sociais e de governança (ESG) tem crescido de maneira expressiva, segundo Nádia Rampi, diretora estatutária e líder do Centro Social Cardeal Dom Serafim da Fundação Dom Cabral (FDC). Em artigo para a Folha de S. Paulo, ela lembra que a demanda ESG é intensa também no Brasil.

Nádia destaca, por exemplo, que a busca por reportagens ligadas a ESG triplicou nos últimos 12 meses no país, e estamos entre as 25 nações que mais pesquisaram sobre a temática no período, segundo levantamento do Google Trends. “Mas a tendência vai além, pois a pauta ESG se consolida como caminho que as empresas têm escolhido para gerar valor para os negócios e, para todos os cenários nesse sentido, as questões sociais se impõem. É o S, do ESG”, afirmou. 

Ela dá como exemplo a iniciativa da Fundação Dom Cabral, com a atuação do FDC – Centro Social Cardeal Dom Serafim, criado em 2020. “O Centro acredita que as ações sociais têm amplo potencial para acelerar o desenvolvimento da sociedade brasileira e vem priorizando projetos que gerem impacto em seus três segmentos de atuação: empreendedores populares, organizações sociais e jovens em situação de vulnerabilidade; com o desenvolvimento de iniciativas que promovam capacitação, autonomia, dignidade e prosperidade por meio da educação”, detalha. 

Governança colaborativa 

No caso da FDC, ela lembra que os resultados a longo prazo são pensados como priorização da educação. “Esta foi a escolha da FDC há mais de 45 anos. Do ponto de vista coletivo, a educação é o elemento que possibilita a uma nação se desenvolver”, reforça. E, para ela, o Brasil caminha muito mal nesse quesito.

Nádia cita a pesquisa realizada pelo Unicef e Cenpec Educação, em 2020, na qual é demonstrado que mais de dois milhões de crianças com idade entre 6 e 10 anos não tiveram acesso à educação no país. No total, mais de cinco milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso a esse direito fundamental. E mais: pesquisas comprovam que a dificuldade no acesso à educação gera desigualdade.

Segundo a Oxfam Brasil, por exemplo, se há barreiras no acesso à educação, há aumento do desemprego e da discriminação. E sem ensino de qualidade, torna-se muito mais difícil a inserção no mercado de trabalho.

Na própria Fundação Dom Cabral o olhar de atuação foi ampliado nesse sentido. Antes, o foco era apenas na educação de executivos e de lideranças empresariais e agora ele se estende para propostas de soluções de problemas sociais. Em outras palavras, essa é a demonstração da atuação da FDC para contribuir com uma crescente e irreversível mudança de postura das lideranças, segundo Nádia. “Temos a convicção de que as contribuições para a solução de questões sociais devem fazer parte da estratégia de negócio das empresas, que não devem se restringir à geração de lucro, renda e emprego, mas também se inserir no incentivo ao bem-estar social”, argumentou.