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Pequenas e médias empresas também podem atuar no exterior 

Guia da Fundação Dom Cabral mostra caminhos para a bem sucedida internacionalização de PMEs

internacionalização de PMEs
por Redação abril 12, 2022
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    Desenvolvimento de médias empresas

A expansão de operações para o exterior não é exclusividade das grandes corporações. Pelo contrário: de acordo com os especialistas da Fundação Dom Cabral (FDC), com a internacionalização das pequenas e médias empresas (PME), o processo ficou mais fácil e menos arriscado. A internacionalização de PME, porém, exige uma abordagem adequada em cinco passos, iniciando-se, é claro, pelo planejamento. Essa fase é fundamental e envolve três passos críticos: qual a forma de internacionalização mais adequada; qual o grau de exposição e risco que a PME está disposta a correr e, por fim, qual seria o mercado que a expansão internacional deveria priorizar. Os três questionamentos devem ser objetivos e baseados em dados para a tomada de decisão. 

Com a lição de casa feita, as PMEs devem pensar grande, mas agir com estratégia e foco. É preciso reconhecer que mesmo com a melhor análise possível, a imersão internacional será feita em mercados onde não se tem o conhecimento total dos negócios. 

É comum o caso de empresas brasileiras que começam com estratégia internacional alcançarem nichos ao reconhecer e afirmar diferenciais ou inovações de seus produtos ou serviços. Ao iniciar a expansão internacional bem-sucedida, criando marca, a empresa tem a oportunidade de alargar o escopo de sua oferta no futuro, progressivamente.

O reconhecimento dos diferenciais é importante na internacionalização e eles devem ser reafirmados na entrada em mercados no exterior. Empresas brasileiras de qualquer porte podem explorar o que se chama de brasilidade: elementos típicos da fauna, da flora e da cultura brasileira. É o caso dos negócios de alimentos, moda, cosméticos, editoriais e audiovisual. Na falta dessa possibilidade, pode haver diferenciais em produtos ou serviços com soluções muito específicas. 

Internacionalização de PMEs em vários mercados

Botar a mão na massa é outro aspecto importante do processo. A preparação é essencial na expansão internacional porque pode derrubar mitos, alterar paradigmas, dar segurança e direção às decisões e ações. Mas é um processo: tem começo, muitos meios e alguns fins. Entretanto, não se pode esperar que todas as variáveis estejam totalmente controladas ao desbravar mercados desconhecidos às PMEs. Faz parte do processo aprender e melhorar. Não há mágica. Há trabalho e investimento e, é claro que o retorno deve aparecer, nem sempre de imediato.

O quinto elemento de um manual de internacionalização para PMEs envolve o uso de tecnologia, pois ela tem diminuído os custos de transação na expansão internacional, o que vale plenamente para as PMEs. É preciso usá-la para planejar, prospectar, promover, divulgar e dar assistência aos negócios no exterior. 

As tecnologias digitais, cuja aplicação foi acelerada nos últimos anos, advertiram sobre a gama de possibilidades da prestação de serviços transnacionais. A PME tem pleno acesso a essas tecnologias e pode se aproveitar das transformações em curso. Por exemplo, se aprendemos a prestar serviços de forma remota em terras domésticas, por que não no exterior?