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O desafio de ser relevante no mundo digital

Em artigo para o Seja Relevante, o gerente de Comunicação Corporativa e Branding da ENGIE Brasil, mostra como ser relevante no mundo digital

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por: Leandro Provedel

Gerente Corporativo de Comunicação e Branding da ENGIE

“Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou.” Essa frase icônica da música Tempo Perdido, do Legião Urbana, está mais atual que nunca, mesmo que essa canção seja quase uma quarentona, de uma época em que o mundo em que vivemos hoje era tema de ficção científica.

A comunicação, quando não aponta ou inventa novas tendências, no mínimo, deve acompanhá-las para seguir cumprindo o seu papel de conectar as pessoas. Neste mundo absolutamente digital em que estamos inseridos, todos se comunicam, geram conteúdo e estão na ágora, na praça pública em que os grandes debates eram travados na Grécia Antiga. Mas, hoje é uma ágora que cabe na palma da mão e cuja voz ganha poder com apenas um clique.

Toda essa digitalização ampliou o senso de urgência e gerou a percepção de que está faltando tempo. Não, aparentemente não “temos todo o tempo do mundo”, contrariando a música. Temos pouco tempo diante de tanto conteúdo a ser consumido, de tanta opinião a ser dada e de tanto conhecimento a ser compartilhado.

Essa angústia das pessoas físicas também acomete as pessoas jurídicas. As empresas estão investindo como nunca em comunicação no ambiente digital por três razões simples: é mensurável, é mais barato e os clientes são impactados de forma intensa e direcionada. Porém, reside nesses motivos a causa da irrelevância da maior parte do esforço de comunicação digital que as empresas têm feito. Nossos smartphones, computadores e outros dispositivos são inundados de conteúdo digital, muitas vezes customizados e que sobrecarregam os usuários com tanta notícia, vídeos, publicidade e tudo que se pode produzir e distribuir digitalmente.

O “pulo do gato” para ser relevante é assumir um compromisso com a indústria

Para ser relevante, a comunicação empresarial precisa se diferenciar. Não apenas da concorrência, mas do que os usuários esperam de uma marca. Um caminho para essa diferenciação é o Brand Publishing. Essa é uma disciplina da comunicação que torna empresas publicadoras e distribuidoras de conteúdo. Mas onde reside a diferenciação, uma vez que todo post ou notícia, por exemplo, é uma publicação de conteúdo? O “pulo do gato” do Brand Publishing é que a empresa que se torna uma Publisher não faz isso apenas para si, mas como um compromisso com a indústria em que está inserida, como nos casos do Além da Energia, da ENGIE – maior empresa privada de energia do Brasil – e do Seja Relevante, da FDC. E por ser um compromisso, é um trabalho de fôlego, de profundidade e de respeito à audiência.

Por fim, mesmo adotando estratégias novas e atuando como marca publicadora, os profissionais à frente desse processo ainda enfrentam o desafio de fazer todo esse esforço ser reconhecido pela audiência. Para gerar valor, é fundamental, literalmente falando, que o conteúdo seja de alta qualidade, importante, atual e fluído para se tornar relevante. Somente assim, o consumidor de um conteúdo de marca terá a percepção de que tem “todo o tempo do mundo” para dedicar àquela marca e absorver o conteúdo proposto, fechando o ciclo do Brand Publishing.

* Leandro Provedel é gerente de Comunicação Corporativa e Branding da ENGIE Brasil.