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Mulheres investidoras assumem maior perfil de risco, mostra pesquisa

Pesquisa da XP Investimentos mostra que mulheres estão de olho nos investimentos de maior risco

mulheres investidoras
por Redação abril 7, 2022
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Ninguém duvida que as mulheres são corajosas em várias áreas, mas em termos de investimentos de risco há dados que confirmam isso. Uma pesquisa recente da XP mostra que elas estão de olho em carteiras de maior risco. O levantamento foi feito em parceria com a Mosaiclab e aponta as preferências femininas na hora de investir.

Usando dados da pesquisa, uma reportagem da revista Forbes pontuou que as mulheres estão sendo mais atraídas por investimentos como as ações e fundos: a procura pelo perfil “arrojado” subiu de 12%, em 2020, para 18% no ano passado, totalizando 1.407 das 7.818 entrevistadas.

Outro dado da pesquisa revela que mais de 61% das mulheres mostraram interesse em se aventurar no mundo da renda variável. Em relação à educação financeira, 86% delas disseram ter vontade de aprender sobre investimentos, número que ultrapassa os homens (81%).

O levantamento identificou ainda onde as investidoras têm buscado informações sobre as opções de aplicações, sendo que os canais do YouTube e perfis de influenciadores digitais estão no topo das preferências. Outras alternativas incluem os sites ou redes sociais de bancos, corretoras e outras instituições.

De acordo com o relatório da pesquisa, o número de mulheres investidoras cresce a cada ano, assim como o grau de exposição ao risco dos produtos escolhidos por elas. “A estabilidade e a independência financeira são os principais motivos que as levam a investir”, destaca o texto da pesquisa da XP com a Mosaiclab.

O levantamento mostra também como elas têm feito isso: 60% das entrevistadas disseram querer apostar em ações e as 40% restantes apostam em fundos imobiliários como opção.

Apesar das fontes de informações disponíveis, ainda há barreiras para pelo menos uma em cada quatro delas: 23% consideram não ter conhecimento de investimentos.

De acordo com o levantamento, a baixa instrução e o perfil conservador contribuem para a procura por produtos mais seguros, como a poupança, os títulos de renda fixa e a previdência privada. “A liberdade financeira feminina ainda é um estigma na cultura brasileira. Já estamos vendo uma mudança nesse cenário, que deve continuar evoluindo nos próximos anos”, disse Clara Sodré, analista de Alocação e Fundos da XP e educadora da XPEED School em entrevista à Forbes. Para ela, “o principal atalho para essa mudança é a educação financeira”.