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“Mantra da performance foi substituído pela resiliência”, mostram pesquisadores

A pandemia quebrou as fronteiras das empresas, levando o papel corporativo para transporte, comunidade, clima e outros ambientes

Liquefação das fronteiras organizacionais
por Redação outubro 15, 2021
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O novo papel corporativo vai além dos negócios e inclui questões como transporte, comunidade e clima e outros ambientes. Em outras palavras, a fronteira das empresas foi quebrada pela pandemia. É o que mostra o estudo A Era da Resiliência – A pandemia como laboratório corporativo, da Fundação Dom Cabral (FDC). A base do levantamento incluiu 34 entrevistas com executivos de alta gestão e de diversos níveis de atuação, além de conselheiros e especialistas em negócios. Outros 108 profissionais dos níveis gerencial e operacional responderam a um questionário online sobre a atuação de suas organizações durante a crise, complementando a análise.

Liquefação das fronteiras organizacionais

Coordenado pelo professor Heiko Spitzeck, diretor do Núcleo de Sustentabilidade da FDC, o estudo mostra uma “liquefação das fronteiras organizacionais”. A primeira das transformações estruturais que explicam o tema é a “substituição de uma visão cartesiana dos limites físicos de uma organização por uma visão mais fluida e amplificada das responsabilidades e do território de atuação”. Na prática, o que está acontecendo é uma transformação das redes corporativas, dos relacionamentos com partes interessadas e das informações que compõem a base de conhecimento das empresas.

“O estudo buscou entender exatamente como a sustentabilidade nas organizações se torna um dos principais pilares de resiliência no mundo corporativo”, resumiu Spitzeck em uma entrevista concedida ao jornal Diário do Comércio. Para o pesquisador, uma frase do também professor da FDC, Paulo Vicente, citada no documento, resume a nova era: “O mantra dos últimos anos foi performance. Agora, o mantra é resiliência”.

As mudanças na forma de se medir o sucesso dos negócios é outro indicativo de mudança no mundo corporativo. Para os autores do estudo, o conceito de sucesso de um negócio se amplia e incorpora aspectos não-financeiros aos critérios de resultado. “Os modelos de negócio se afastaram exclusivamente do modo de sobrevivência, apesar dos desafios da pandemia, e se centraram em objetivos amplos e construídos a partir da geração de valor para seus stakeholders, colocando a resiliência em foco”, disse Spitzeck.