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Internacionalização: como as empresas brasileiras estão se expandindo

Pesquisa Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras (2020-2021) lista lista um ranking com nível de atuação global

por Redação dezembro 8, 2021
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O processo de internacionalização das empresas brasileiras mostra um avanço consistente, apesar da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. É o que indica a pesquisa Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras – 2020-2021. O levantamento é o mais recente de uma série iniciada em 2006 pelo Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais, da Fundação Dom Cabral (FDC). Em sua 15ª edição, a pesquisa acompanha o processo de internacionalização das empresas brasileiras e lista um ranking do seu nível de atuação global, consolidando a metodologia estabelecida desde a primeira versão.

A edição de 2021 foi executada por quatro especialistas: Lívia Lopes Barakat, professora do Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais da FDC; Ana Vitória Alkmin e Flávia Alvim, ambas professoras visitantes da FDC; e o pesquisador Henrique Leandro Fernandes. O levantamento ouviu 154 empresas, sendo que 84,7% estão sediadas nas regiões Sul ou Sudeste. Setorialmente, as companhias que oferecem serviços de tecnologia da informação são a maior categoria individual entre os vários segmentos e representam 13,6% da amostra. Outro dado importante é que três, em cada dez empresas ouvidas, atuam internacionalmente por meio de subsidiárias produtivas.

De acordo com os pesquisadores, a edição 2021 destaca os principais movimentos internacionais das empresas entrevistadas, lista um ranking de internacionalização e ainda o impacto do contexto atual nas estratégias globais das companhias analisadas. Um dos aspectos apontados é o perfil da dispersão geográfica das companhias: os seis países de maior concentração estão no continente americano e os Estados Unidos, com a presença de 46 empresas, lidera a concentração de multinacionais brasileiras.

A Argentina (com 25 empresas), México (21) Colômbia (19), Chile (16) e Peru (14) seguem entre os mais listados. Portugal, com 14 empresas brasileiras, aparece dividindo a sexta colocação com o Peru. A Alemanha e a China, com 12 empresas cada, também estão entre os top 10, assim como Reino Unido e Uruguai, cada um deles com 10 empresas brasileiras. Os Estados Unidos se destacam por duas questões: concentram a maior das subsidiárias comerciais e produtivas (15 empresas) e das subsidiárias apenas comerciais (24 companhias).

Fitesa é a primeira no ranking de grau de internacionalização

Em termos de expansão comercial, quase metade das empresas (49%) iniciou uma operação em novo país nos últimos dois anos. O radar da pesquisa mostra China e Holanda como destaques, ao lado dos tradicionais parceiros comerciais brasileiros, México e Chile. A exportação foi o modelo principal de expansão, superando os modelos de escritórios comerciais e o de centros de distribuição.

Por outro lado, 85% das empresas pesquisadas interromperam as operações no mesmo período em algum dos países onde tinham representação. A pandemia puxou as mudanças, seguida do desafio de crises políticas nos países onde atuavam e por questões estratégicas.

O levantamento também confirmou uma tendência de expansão das empresas nos mercados onde atuam. Já nos novos mercados, a modalidade de entrada principal que deve ser adotada é a criação de escritórios comerciais. Essa é a alternativa apontada por 37% das companhias ouvidas. As exportações e distribuidores locais foram listados como opção por 29%, enquanto a terceira estratégia em novos mercados nos próximos dois anos deve ser a criação de centros de distribuição. As franquias aparecem em quarto. E, por falar nelas, Colômbia, Bolívia e Argentina são atualmente os países que concentram esse modelo de internacionalização.O ranking de grau de internacionalização coloca a Fitesa como a número 1, com um índice de 0,803. A empresa vem ocupando essa colocação recorrentemente e atua no mercado de não-tecidos para os setores de higiene e saúde. A lista das top 10 inclui ainda: Artecola (0,656), Metalfrio (0,641), CZM (0,603), Stefanini (0,559), Suzano (0,477), Iochpe Maxion (0,436), WEG (0,426), Tigre (0,371) e Brasken (0,346).