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Falta de equidade de gênero já custou mais de US$ 70 trilhões

Falta de equidade de gênero já custou mais de US$ 70 trilhões desde 1990.

equidade de gênero
por Redação janeiro 6, 2022
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Em uma reportagem sobre a equidade de gênero, a respeitada revista The Economist mostrou por que os “países falham quando falham com suas mulheres”. E deu como exemplo a expulsão do Taleban do Afeganistão (no passado). Depois que a aliança ocidental liderada pelos Estados Unidos derrubou o regime em 2001, a matrícula de meninas afegãs no ensino fundamental aumentou de zero para mais de 80%. A mortalidade infantil caiu pela metade e o casamento forçado tornou-se ilegal. “Muitas dessas escolas eram fechadas e muitas famílias ignoravam a lei. Mas ninguém duvida seriamente que as mulheres e meninas afegãs tiveram grandes ganhos nos últimos 20 anos”, diz a matéria. O quadro, como se sabe, mudou.

Mais do que o retrocesso, em exemplos que não se restringem ao Afeganistão, a falta de equidade de gênero custa caro: US$ 70 trilhões desde 1990, segundo um relatório dos economistas do BofA Securities. No caminho inverso, a plena igualdade de gênero pode aumentar o PIB mundial em até US$ 28 trilhões até 2025.

Falta de equidade de gênero gera perda de riqueza

Ainda de acordo com esse estudo, o custo da falta de diversidade e inclusão de gênero levará 257 anos para fechar a lacuna, considerando as condições econômicas atuais. E mais: a perda de riqueza do capital humano devido apenas à desigualdade de gênero é estimada em US$ 160,2 trilhões.

Além da equidade de gênero, o relatório do BofA também aborda a questão de diversidade nas corporações, examinando fatores como raça, etnia, gênero, sexualidade, imigração e deficiência. “Os autores observam que, embora a diversidade tenha se tornado parte do vernáculo corporativo, os Estados Unidos ainda têm um longo caminho a percorrer no que diz respeito à verdadeira inclusão e amplificação de vozes diversas”, explica a reportagem do Yahoo a respeito do levantamento.

O Yahoo destaca outros dados do relatório, como a eliminação de diferenças de renda racial resultante das disparidades em saúde, educação, encarceramento e oportunidades de emprego. Uma vez eliminadas ou reduzidas, essas diferenças poderiam aumentar a tendência de crescimento em 0,5% ao ano até 2050. 

Outra descoberta é o papel da pandemia na diferença de gênero. De acordo com o relatório, 96 milhões de pessoas cairão na pobreza extrema ainda nesse ano, sendo que 47 milhões delas serão mulheres. Além disso, os empregos ocupados por mulheres correm 19% mais riscos, pontua a pesquisa.