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Pesquisadoras criam metodologia para mapear negacionistas e ativistas em estratégias de ESG

Metodologia do Radar da Antifragilidade, da Fundação Dom Cabral, identifica negacionistas e ativistas na adoção de estratégias ESG

negacionistas e ativistas
por Redação fevereiro 9, 2022
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As iniciativas de ESG, sigla para políticas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança, estão na ordem do dia das corporações, mas é possível que haja um descompasso entre o que as empresas definem como meta e o que realmente estão aplicando na prática. Para identificar esse gap, três pesquisadoras da Fundação Dom Cabral (FDC) criaram a metodologia do Radar da Antifragilidade. O trio, formado por Erlana Castro, Sabina Deweik e Tipiti Barros, já aplicou a metodologia em várias corporações, incluindo gigantes como a Danone e a Natura. 

De acordo com Erlana, a ferramenta gera oportunidades muito interessantes de reflexão e conversas criativas entre executivos e pode ser útil para avaliar projetos e pitches. A especialista destaca ainda que o Radar Antifraude pode ser interessante para encontrar oportunidades de melhorar a comunicação sobre a estratégia interna e externa das empresas, além de funcionar bem como estrutura criativa para sessões de ideação. O Radar da Antifragilidade, inclusive, fará parte do conteúdo do SXSW, evento que acontece em Austin, no Texas, no próximo mês de março, e que reúne startups num festival de tecnologia e música, entre outras características. 

Radar de negacionistas e ativistas segue conceito internacional

O Radar foi criado com base no conceito desenvolvido por Nassim Nicholas Taleb, matemático e professor do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York. Ele é autor de best seller Antifrágil: Coisas que se beneficiam com o caos, que popularizou o tema desde 2012. No caso das pesquisadoras brasileiras, a ferramenta adaptada a partir da visão de Taleb já foi aplicada em mais de 850 executivos em treinamentos in company. Ele permite o diagnóstico de entendimento e inovação em ESG por parte dos profissionais. 

Entre os recursos da metodologia estão workshops, nos quais os profissionais fazem avaliações de sua corporação numa escala que vai de 1 (negacionista) a 5 (ativista). Os níveis intermediários incluem o 2 (curioso), 3 (consciente) e 4 (engajado). Para as três especialistas da FDC, o Radar de Antifragilidade não tem como meta julgar as companhias ou as lideranças, mas sim possibilitar um panorama sobre onde as empresas estão e permitir que elas tenham a consciência da responsabilidade nas transformações pelas quais o capitalismo está passando.