close

10 passos para ter uma equipe remota de alta performance

Guia da Oficeless gera e-book que ensina a construir uma equipe remota de alta performance

por Redação julho 7, 2022
  • Desenvolvimento de médias empresas Mais informações
    Desenvolvimento de médias empresas
  • Inovação e transformação digital Mais informações
    Inovação e transformação digital
  • Liderança Mais informações
    Liderança

O trabalho agora está se transformando e as modalidades de escritório remoto ou híbrido fazem parte da maior parte das empresas. A pergunta e se é possível ter uma liderança eficiente e manter equipes remotas de alta performance. Para os teóricos da Oficeless, movimento “que acredita em relações do trabalho baseadas em autonomia, propósito e confiança através do trabalho remoto”, a resposta é sim. O pensamento deles está resumido no e-book “Liderando equipes a distância: 10 passos para ter uma equipe remota de alta performance”. Acompanhe o resumo da publicação abaixo:

Pense remote first e comece pelo digital

Adote o ambiente online como padrão, ou seja, se uma pessoa está remota, todas estão. Busque a experiência mais digital possível, o que significa que todos os processos devem considerar o ambiente virtual, independente de onde as pessoas estejam. É interessante levar a cultura de “conversa no corredor”, do mundo real para o virtual. Esse processo pode ser mais inclusivo e é interessante tomar decisões importantes com a maior participação possível.

Adote o escritório virtual como ponto de encontro

Ele é o local onde o trabalho de fato deve acontecer, embora a equipe possa ter um escritório físico para frequentar. Ele é o ecossistema de inclusão e deve ter vários recursos de comunicação presentes, desde as conversas instantâneas, em tempo real e curtas, até a comunicação por tópicos estruturados usando ferramentas como Asana e Monday. O gerenciamento de projetos no ponto de encontro também tem recursos conhecidos como Trello ou o Basecamp, uma vez que eles dão visibilidade ao progresso dos projetos.

Esqueça a comunicação por interrupção

É importante desativar a cultura do imediatismo – e de ansiedade – e criar um ambiente mais livre de distrações. Para isso, algumas dicas ajudam, como informar os colaboradores do que é necessário para alguma tarefa ou projeto e buscar a informação por si próprio antes de acionar um colaborador. O material, por exemplo, pode estar em algum arquivo compartilhado. Outra dica é usar a comunicação assíncrona, ou seja, enviar o pedido de informação e saber que ele será respondido no timing da outra pessoa. Eliminar reuniões desnecessárias é outra forma de evitar a comunicação por interrupção.

Não trabalhe remotamente por Whatsapp e e-mail

Não, o Whatsapp não é um escritório virtual. Ele causa ansiedade e vai gerar dezenas de outros assuntos ligados a outros projetos. Além do mais, é difícil gerenciar a continuidade de uma conversa especifica, ainda mais considerando o histórico de áudios sobre algum assunto. O zap, como também é conhecido, tem o poder de gerar uma confusão entre assuntos pessoais e de trabalho. Então, a melhor coisa é manter a comunicação oficial da empresa reunida em determinado lugar. O e-mail, por sua vez, já foi muito efetivo, mas é complicado de gerenciar em contraponto a plataformas de gestão atuais.

Comunique-se de forma excessiva (no bom sentido)

Dar o contexto detalhado sobre alguma informação permite que as outras pessoas tenham condição de entender melhor os desafios e possam contribuir mais. A dica é pecar pelo excesso e dar mais detalhes para evitar ruídos. É o caso, por exemplo, de disponibilizar o vídeo de uma call ou mesmo de um documento de texto do que foi decidido. Isso facilita a participação mesmo de quem não está envolvido no projeto.

Combine um período diário para todos estarem online: Fazer checkpoints frequentes e ter uma comunicação em tempo real ajuda a ter um fluxo mais organizado de trabalho. O líder precisa saber do horário em que as pessoas costumam trabalhar e alinhar essa expectativa de ter um horário comum entre todos é importante. Pode ser um encontro diário, rápido o suficiente para compartilhar o andamento de trabalhos, resolver problemas e trocar feedbacks.

Estabeleça checkpoints

A falta de sincronia pode tornar os ambientes frios e distantes. Por isso, é recomendável estabelecer períodos frequentes de checkpoints, para adequar a organização dos fluxos de trabalho.

O líder também precisa ter visibilidade do horário que as pessoas da equipe costumam trabalhar e alinhar essa expectativa de disponibilidade com cada um. Essa visão é essencial para o estabelecimento dos melhores horários para os checkpoints.

Foque nas discussões que levem a questões práticas

Evite que os encontros virtuais saiam do foco, focando na parte prática e acionável. A comunicação precisa ser objetiva porque, inclusive, economiza o tempo de todos. Quando mandar mensagem, por exemplo, cumprimente e vá direto ao ponto, explicando o que precisa. E direcione as ações para a prática. Textões? Nem pensar.

Estimule a autonomia e confie no seu time

O líder deve garantir melhores condições de trabalho para sua equipe e isso envolve autonomia e foco em resultado. É preciso ser claro quanto às tarefas. Uma boa dica é gravar um vídeo explicando o objetivo de um projeto, incluindo as expectativas de prazos e o papel de cada um nisso. É importante criar desafios e estimular os colaboradores a avançarem, com autonomia.

Trabalhe com equipes enxutas

Depois de definir objetivos, é necessário mapear quem serão os colaboradores responsáveis e quais habilidades eles dever ter para a execução dos projetos. Um bom caminho é a equipe de “duas pizzas”, cunhada por Jeff Bezos, da Amazon. Para ele, o time ideal seria pequeno o suficiente para que duas pizzas servissem para alimentar todos os membros. Uma equipe enxuta é mais fácil de gerenciar e a comunicação também flui melhor, entre outras vantagens.

Encare sua empresa como um software

Assumir uma mudança de comportamento leva tempo, então comece aos poucos. O trabalho remoto nunca estará 100% alinhado, então é preciso vê-lo como um software, cujo desenvolvimento vai sendo aperfeiçoado: deixe espaço para testar, aprender e adaptar.